

Minha semana começou de forma absolutamente mágica. Sete dias antes, eu descobrira que depois de dois anos (quase) exatos o Jota Quest estaria de volta em Sorocaba, desta vez com a turnê "La Plata". A partir daí, tinha início um "ritual", que sempre pratico quando decido frequentar eventos deste porte: descobrir os contatos da organização para verificar se as condições de segurança e acessibilidade "permitem" que um cadeirante consiga se divertir, sem enfrentar algum tipo de problema.
Havia também outro item do qual eu não poderia me esquecer: conseguir uma carona. Por último, eu vi despertar uma vontade que já estava algum tempo adormecida: entrevistar o Rogério Flausino. Se o esclarecimento se faz necessário, devo dizer que já há algum tempo acompanho - e admiro - a trajetória da banda. A conversa com o vocalista era, antes de tudo, um projeto pessoal, que eu vinha tentando - sem muito sucesso - há pelo menos dois anos.
Eis um resumo rápido da semana pré-show: as primeiras pessoas a me oferecerem carona tiveram um pequeno contratempo e não puderam ir. Consegui os contatos da empresa que ofereceu o show e mandei um e-mail solicitando minha credencial de imprensa. A resposta não vinha. Mas, já na sexta-feira, a situação começa a melhorar. Sem que eu precisasse fazer muito esforço, os problemas se dissolveram. A liberação da credencial foi conquistada com apenas um telefonema. Na noite de sábado, eu tinha outras duas ofertas de carona. Optei por ir com a pessoa com quem havia me comprometido primeiro. Começava aí um domingo mágico...
Posso afirmar que ganhei vários presentes antecipados neste 2/08/
Somam-se à boa companhia, a beleza do PARQUE DAS ÁGUAS (embora eu seja natural de Sorocaba, eu não conhecia o local) e a completa infraestrutura disponibilizada pelo Poder Público e Telefônica. Deixo aqui meus parabéns a toda organização do evento.
Chegamos cedo: o início do show estava marcado para às 17h, mas três horas antes já estávamos lá. Com isso, ganhamos outro presente: pudemos acompanhar, junto com outras pessoas que lá estavam, a passagem de som (ensaio) para o show. Descobrimos, em primeira mão, as canções que seriam interpretadas em duetos. Foi, praticamente, um show extra.
A grande hora se aproximava e fomos eu e Ramiro para a área vip. A medida que o tempo passava, mais e mais pessoas chegavam. É impossível descrever os momentos que se seguiram. Além dos sucessos do Jota, o público foi presenteado com o talento de Toni Garrido e Ana Cañas, interpretando canções próprias e de outros grandes nomes da nossa música. Foi um espetáculo marcado pela tranquilidade.
Quando as luzes se apagaram, só me restava esperar pela coletiva. Fomos para a porta do camarim, onde descobrimos que a imprensa seria atendida em pequenos grupos. Talvez eu nem tivesse sido recebido (esses momentos pós-show são um tanto burocráticos), não fosse a intercessão do Toni Garrido (valeu demais cara!).
Assim que ele deixou a sala de entrevistas, Ramiro perguntou se ele podia tirar uma foto comigo, pedido este que foi quase prontamente atendido: bem-humorado, ele perguntou se eu podia ser um cavalheiro e esperar ele fotografar primeiro com duas meninas que também estavam esperando.
Logo depois, ele veio ao meu encontro e eu aproveitei a oportunidade para dizer que era jornalista. Perguntei a ele se podia entrevistá-lo ali mesmo, uma vez que eu já estava aguardando há um tempo. Assim que terminou de responder as perguntas, ele pediu que eu fosse recebido. Assumiu a direção da minha cadeira, abriu passagem e me levou até a sala onde estavam Rogério e Ana Cañas.
Lá dentro, encontrei um Flausino simpaticíssimo e totalmente descontraído. Ele me pede um minuto para pegar uma cadeira e senta-se ao meu lado. Quebrando o protocolo - a informação de bastidor era que cada veículo poderia fazer apenas duas perguntas - começamos a conversar sobre diversos assuntos, como o CD em espanhol e as expectativas para o Prêmio Multishow. Passaram-se alguns minutos, que para mim pareceram horas, até que alguém sinalizou que eu não tinha mais tempo. Rogério, muito educado, ainda pediu desculpas pela correria.
Só então me dei conta do que havia acabado de acontecer. Embora mais pessoas estivessem naquele local, a sensação que eu tinha era a de que estávamos só eu e ele, apenas. Rogério, certamente, deve estar acostumado a atender muitas pessoas depois dos shows - e ele faz isso com extrema desenvoltura - mas ele não tem noção do que aqueles minutos significaram para esse "jorfãlista" que vos escreve. Com toda certeza, o tempo parou naquele momento.
PS 1: Para ler a entrevista, clique aqui.
PS 2: Estava eu escrevendo este post, quando descobri que esse show foi muito marcante também para o Flausino. Ele postou uma mensagem supercarinhosa no blog oficial da banda, agradecendo o público sorocabano. Nós é quem temos que agradecer pelos momentos mágicos. Deste 2 de agosto, ficam na memória momentos únicos. Mas, como a vida tem que continuar, resta-me esperar pelo próximo show (e pelo próximo papo), que, se Deus quiser, acontecerá muito em breve.