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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Cuidado com o que fala – e o que promete – em 2010







Olá amigos, tudo bem? Dizem que, se conselho fosse bom, a gente não dava; vendia. Se, no post anterior,  disponibilizei a minha matéria com 10 ideias para ser feliz em 2010, permitam-me agora uma outra sugestão, bastante útil àqueles que querem se sobressair neste ano: pense muito bem antes de dizer alguma coisa, para não sair falando bobagem por aí ou prometer algo que não poderá cumprir. Uma frase impensada ou, pior ainda, a expressão de um ponto de vista pode ter consequências catastróficas.

Que o diga o jornalista Boris Casoy. “Que m...: dois lixeiros desejando felicidades do alto da suas vassouras. O mais baixo na escala do trabalho". A frase do âncora do "Jornal da Band" vazou acidentalmente durante a transmissão do jornal no último dia de 2009. No dia seguinte, diante da estrondosa repercussão, o pedido de desculpas. Mas, como diria o ditado: “a emenda ficou pior do que o soneto”. Pegou mal.

Outro caso: lembram do clássico “relaxa e goza” da então ministra Marta Suplicy? Ou então do parlamentar que não estava nem aí para a opinião pública? Diante de tantos absurdos e, principalmente, de tanta sujeira na política, o brasileiro extravasa sua indignação com bom humor. Circula na internet uma piada informando ao Osama Bin Laden que o Brasil também tem duas torres (fazendo referência ao prédio do Congresso Nacional). Já postei essa foto AQUI.

Muito comum em ano de eleição, outra bobagem freqüente são as promessas feitas pelos políticos (pelo menos, parte deles). Como num passe de mágica, em época de votação, eles são acometidos por um surto de bondade e, subitamente, as necessidades dos leitores transformam-se em prioridade. E, como por milagre, tudo volta ao normal quando o pleito se acaba.

Por tudo isso, um conselho: cuidado com o que fala ou com o que promete. No caso do Boris Casoy, o respeito que eu – assim como muitos outros milhares de brasileiros – tinha pela sua trajetória foi para o lixo. Fazendo uma alusão ao seu bordão, esse tipo de preconceito velado “é uma vergonha”. Se você é político, a consequência pode ser mais enfática: você pode ter que cumprir o que prometeu. Já pensou?

E é nesse clima que eu encerro este  texto,  desejando que, neste ano, aprendamos com os erros do passado e mudemos nossas atitudes, sempre lembrando de um verso de uma das músicas mais conhecidas de Roberto Carlos: “daqui pra frente, tudo vai ser diferente...”

Desejo a todos uma ótima leitura!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Carpe Diem




Foto: Sxc.hu


*** ALERTA: SE ESTIVER DE DIETA, NÃO LEIA ESSE TEXTO. ESTE BLOG NÃO SE RESPONSABILIZA PELAS CONSEQUÊNCIAS  ***

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Olá meus caros! Escrevo este texto depois de saborear o último pedaço de um bolo vendido numa padaria REALmente fantástica daqui de Sorocaba (entenderam o jogo de palavras?, risos): o tal tem cobertura e recheio de chocolate preto e branco, mesclados com uma fina camada de limão, enfim, vocês não imaginam como era bom... (PS: Não deu tempo de tirar foto, então eu recorri à um banco de imagens). Mas como eu não quero ser cruel com os nobres leitores, vamos ao assunto que realmente interessa.

O objetivo dessa introdução foi tentar dar um exemplo prático de um comportamento comum a maioria das pessoas: as situações são mais intensamente aproveitadas quando estão perto do fim. Assim, o último pedaço de bolo é sempre o mais gostoso, o último dia de viagem é sempre o melhor, a parte final de um show é a mais interessante...

Proponho aqui um exercício de reflexão para tentar entender o porquê isso acontece, tendo em vista que os ingredientes do bolo são os mesmos qualquer que seja a fatia, as atrações de um local e os artistas no palco idem. Talvez o fato de que esses momentos deixam sempre um gosto de “quero mais” seja uma das explicações. Outra teoria que podemos destacar é a de que o ser humano só descobre a verdadeira dimensão de uma determinada coisa quando ela acaba.

Já repararam nisso? A esmagadora maioria das pessoas passa a dar mais valor àquilo que não possui mais. Quer um exemplo? Já que estamos desse assunto... o sujeito vai numa festa e não experimenta o bolo por estar satisfeito. No dia seguinte, a cobertura não sai dos pensamentos do indivíduo.

Para que não me acusem de só falar de deliciosas tentações hoje, vou usar outra situação para ilustrar o que digo: geralmente, quando está sem trabalho, a pessoa consegue “enxergar melhor” alguns aspectos positivos relacionados ao seu antigo emprego, seja pela garantia dos depósitos mensais na conta, pelos amigos que fez no local, pelas coisas que aprendeu...

Perto do fim, algumas observações: a vida é um ciclo e, como tal, ele sempre recomeça. O bolo acabou, mas dali a poucos instantes você pode ir comprar outro. Você volta de viagem, mas sua cabeça já está pensando no seu próximo destino. Mas, se ainda sim, me permitem um conselho, lá vai: se inspirem na filosofia “Carpe Diem”, ou seja, usufruam cada momento como se fosse o último, seja feliz hoje, não espere pelo amanhã.

Também não vale ficar só reclamando: aproveitem todas as oportunidades que aparecerem em seus caminhos. A história da sua vida é você quem escreve e só depende de ti fazer com que ela valha à pena!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

DICA DE FILME: DESEJO E REPARAÇÃO


Os protagonistas James McAvoy e Keira Knightley





Amigos, como estão? Hoje, neste espaço, vou, mais uma vez, comentar e indicar um filme, diga-se de passagem, um dos melhores que já assisti: trata-se de “Desejo e Reparação” (Atonement, Reino Unido/ França, 2007). Adaptação do best seller “Reparação”, de Ian McEwan, o longa-metragem é o segundo trabalho de Joe Wright como diretor – o primeiro foi “Orgulho e Preconceito (2005) – e sagrou-se vencedor do Globo de Ouro no ano passado, na categoria drama.

Na década de 30, somos apresentados a Briony Tallis – no decorrer da história, o papel é interpretado por três atrizes, demarcando as diferentes fases da vida (infância, juventude e velhice): Romola Garai, Saoirse Ronan e Vanessa Redgrave, respectivamente – e toda a sua família.

Aos 13 anos, a garota tem uma imaginação fértil, típica de quem adora escrever estórias. A personagem assiste aos acontecimentos do mundo adulto e os interpreta de maneira bastante peculiar. Algumas situações são mostradas mais de uma vez: primeiro, sob o ponto de vista de Briony, depois, dentro do contexto em que aconteceram. Este “jogo” com o espectador é um dos pontos altos do filme: “Desejo e Reparação” fala sobre os mundos que criamos em nossas mentes e como essas imagens são capazes de mudar destinos, nem sempre para um melhor futuro.

Na noite em que seu irmão mais velho regressa à família, junto com um amigo, é oferecido um jantar em comemoração à volta dele. Enquanto todos os convidados – ou, pelo menos, a maioria deles – estão à mesa, a melhor amiga de Briony é violentada. O depoimento da jovem escritora mudaria para sempre a vida de todos os personagens: ela acusa o filho da governanta, Robbie Turner (James McAvoy), que, na verdade, é o amor secreto de sua irmã Cecília (Keira Knightley). Pouco tempo antes, Briony os flagraria entregues ao desejo na biblioteca, em seu primeiro e único momento de amor até então.

Assim, Turner é preso e depois se torna combatente de guerra. Já aos dezoito anos, Briony se dá conta da dimensão do seu ato e arrepende-se por ter tirado de sua irmã a chance de viver um grande amor. Mas a culpa pelo falso testemunho a atormentará até que o momento em que ela finalmente encontra uma forma de reparar o seu erro. Resta saber se, mesmo com sua redenção, os outros personagens conseguirão ser felizes.

Com um final surpreendente, “Desejo e Reparação” também vale pelas belas atuações e por sua fotografia, que vai ficando mais sombria à medida que a película retrata os horrores da guerra. Em alguns momentos, a trama se desenrola num ritmo mais lento – se você está acostumado com a dinâmica dos filmes de ação, pode ser que estranhe um pouco – mas, mesmo assim, a indicação vale muito à pena. 



Então vamos combinar uma coisa? Depois de dar uma zapeada nos outros posts dest blog, vá até uma locadora e prepare a pipoca: tenha certeza de que você não vai se arrepender.

Até a próxima!



(*) Ligeiramente adaptado da versão publicada na coluna "De tudo um pouco", assinada por mim, no Jornal do Povo de Ibiúna.

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