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sábado, 4 de agosto de 2012

Conheça o projeto "Histórias de Alice"



Foto: Franco Hoff

Era uma vez “Alice”, que viajou por um país fantástico, encontrou criaturas especiais e viveu muitas aventuras. Ao contrário do que possa parecer, não estamos falando da personagem imortalizada por Lewis Carroll em suas obras. Contudo, assim como a garota que persegue o Coelho Branco e acaba caindo em sua toca – dando início a uma série de descobertas – a protagonista desta reportagem tem lá suas peculiaridades, que merecem ser ressaltadas. 


Com muitas histórias para contar, ela possui quatro rodas e é, ao mesmo tempo, sala, cozinha, quarto e banheiro. A esta altura, o leitor mais atento já deve ter percebido que nossa Alice não é exatamente um ser humano, embora, não raras vezes, tenha sido tratada como um por seus “pais”. Tão pouco esteve no País das Maravilhas, mas nem por isso a nação pela qual ela passeou deixa de merecer o título de “maravilhosa” – ao contrário – apesar de seus inúmeros contrastes e desigualdades. 


Responsável por transportar o fotojornalista e documentarista Franco Hoff e a educadora e também fotógrafa Inês Calixto, Alice, a Kombi home – assim batizada por seus antigos donos em homenagem a heroína infantil – percorreu 60 mil quilômetros em quase três anos: durante esse período 400 municípios, provenientes de 21 Estados brasileiros, foram visitados. 


Nascia então o projeto "Histórias de Alice", com o objetivo de registrar o cotidiano e as memórias de pessoas simples, investigando seu modo de ser e de viver, para, em seguida, promover a inserção cultural de comunidades do interior – incluindo-se aí faxinalenses, quilombolas, indígenas e ribeirinhos, dentre outros – por meio da literatura, cinema e fotografia. Para saber mais detalhes e curiosidades desta viagem, acesse a íntegra da reportagem, no site de Revista Regional ou, se preferir, faça o download do arquivo em pdf.

terça-feira, 16 de março de 2010

Mulheres especiais: portadoras de deficiência recuperam auto-estima

 Amigos, no post sobre o projeto "Praia para Todos" eu havia prometido que a inclusão dos portadores de deficiência na sociedade seria abordada com mais frequência no blog. Sempre que eu tomar conhecimento de alguma iniciativa bacana, vou divulgar aqui. Coincidentemente, na edição de 7 anos da Revista Regional o jornalista Renato Lima fez uma reportagem apresentando o trabalho da fotógrafa Kica de Castro, para o qual eu deixo meus sinceros cumprimentos. Com a permissão dele, republico o texto na íntegra, logo abaixo. Antes de me despedir, deixo uma pergunta para as minhas leitoras: que acham de eu fazer um ensaio nesse sentido?


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Mulheres com deficiência física reencontram sua beleza, auto-estima e sensualidade ao tornarem-se modelos fotográficos 




Daiane Lopes, 28 anos, paralisia cerebral, vive em Apucarana, Paraná, e trabalha com atendimento ao público e é modelo fotográfico






Foto: Kica de Castro





Permitir que pessoas com deficiência elevassem sua auto-estima, reencontrassem sua beleza e sensualidade foi o que levou a fotógrafa paulistana Kica de Castro a criar uma agência de modelos totalmente especializada no assunto.

Tudo começou quando Kica chefiava o setor de fotografia de um centro de reabilitação de pessoas com algum tipo de deficiência física. "Vendo a baixa auto-estima desses pacientes resolvi criar a fototerapia, resgatava a auto-estima com auxílio das fotos. Levei para o setor alguns acessórios como bijus, pente, gel, espelho e revistas e transformei o local num estúdio”, lembra a fotógrafa.


Dois anos depois, os próprios pacientes passaram a cobrar de Kica oportunidades no mercado de trabalho. “Elas iam com o book nas agências e só escutavam não, não e mais não. Comecei uma pesquisa e vi que na Europa a coisa é evoluída, na Alemanha existe o concurso de beleza ‘A mais bela cadeirante’, na Inglaterra e na França tem reality show, estilo BBB, só que só para deficientes. Vendo os resultados na Europa, resolvi largar tudo e me dedicar exclusivamente à agência de modelos para pessoas com alguma deficiência”, conta.


Hoje, a agência conta com 67 modelos, homens e mulheres, na faixa de quatro a 60 anos. Segundo Kica, todos eles são profissionais que atuam em outras áreas, como músicos, psicólogos, atletas, enfermeiras, entre outros. “Já que se fala em inclusão, que se fale de tudo, incluindo a beleza e a sensualidade. Provamos que beleza e deficiência não são palavras opostas e que são consumidores e como tal precisam estar presente nas publicidades”, ressalta a fotógrafa que também é formada em Publicidade.


Para Kica, a fotografia tem importância fundamental no resgate da auto-estima das pessoas com deficiência. “A primeira sensação deles é a realização como pessoa, de ser bem bonita e de estar sendo reconhecida pela beleza e como profissional num mercado tão ditador, que é o da moda. Estamos na contramão dos padrões ditados pela sociedade na década de 60. Ser reconhecida como símbolo de beleza é a recompensa de um trabalho bem feito”, ressalta.

MAIS:
Os contatos de Kica de Castro são:
telefone: (11) 8131-0154
email: kicadecastro@gmail.com

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