terça-feira, 17 de novembro de 2009

DICA DE FILME: DESEJO E REPARAÇÃO


Os protagonistas James McAvoy e Keira Knightley





Amigos, como estão? Hoje, neste espaço, vou, mais uma vez, comentar e indicar um filme, diga-se de passagem, um dos melhores que já assisti: trata-se de “Desejo e Reparação” (Atonement, Reino Unido/ França, 2007). Adaptação do best seller “Reparação”, de Ian McEwan, o longa-metragem é o segundo trabalho de Joe Wright como diretor – o primeiro foi “Orgulho e Preconceito (2005) – e sagrou-se vencedor do Globo de Ouro no ano passado, na categoria drama.

Na década de 30, somos apresentados a Briony Tallis – no decorrer da história, o papel é interpretado por três atrizes, demarcando as diferentes fases da vida (infância, juventude e velhice): Romola Garai, Saoirse Ronan e Vanessa Redgrave, respectivamente – e toda a sua família.

Aos 13 anos, a garota tem uma imaginação fértil, típica de quem adora escrever estórias. A personagem assiste aos acontecimentos do mundo adulto e os interpreta de maneira bastante peculiar. Algumas situações são mostradas mais de uma vez: primeiro, sob o ponto de vista de Briony, depois, dentro do contexto em que aconteceram. Este “jogo” com o espectador é um dos pontos altos do filme: “Desejo e Reparação” fala sobre os mundos que criamos em nossas mentes e como essas imagens são capazes de mudar destinos, nem sempre para um melhor futuro.

Na noite em que seu irmão mais velho regressa à família, junto com um amigo, é oferecido um jantar em comemoração à volta dele. Enquanto todos os convidados – ou, pelo menos, a maioria deles – estão à mesa, a melhor amiga de Briony é violentada. O depoimento da jovem escritora mudaria para sempre a vida de todos os personagens: ela acusa o filho da governanta, Robbie Turner (James McAvoy), que, na verdade, é o amor secreto de sua irmã Cecília (Keira Knightley). Pouco tempo antes, Briony os flagraria entregues ao desejo na biblioteca, em seu primeiro e único momento de amor até então.

Assim, Turner é preso e depois se torna combatente de guerra. Já aos dezoito anos, Briony se dá conta da dimensão do seu ato e arrepende-se por ter tirado de sua irmã a chance de viver um grande amor. Mas a culpa pelo falso testemunho a atormentará até que o momento em que ela finalmente encontra uma forma de reparar o seu erro. Resta saber se, mesmo com sua redenção, os outros personagens conseguirão ser felizes.

Com um final surpreendente, “Desejo e Reparação” também vale pelas belas atuações e por sua fotografia, que vai ficando mais sombria à medida que a película retrata os horrores da guerra. Em alguns momentos, a trama se desenrola num ritmo mais lento – se você está acostumado com a dinâmica dos filmes de ação, pode ser que estranhe um pouco – mas, mesmo assim, a indicação vale muito à pena. 



Então vamos combinar uma coisa? Depois de dar uma zapeada nos outros posts dest blog, vá até uma locadora e prepare a pipoca: tenha certeza de que você não vai se arrepender.

Até a próxima!



(*) Ligeiramente adaptado da versão publicada na coluna "De tudo um pouco", assinada por mim, no Jornal do Povo de Ibiúna.

sábado, 14 de novembro de 2009

Iniciando uma nova aventura




Olá amigos, tudo bem? Já há alguns dias estou para escrever este post, mas, devido à uma série de fatores externos, só agora pude fazê-lo. Neste novembro começa uma nova aventura na minha carreira: minha parceria com o pessoal da Editora Clipping, que começou, coincidentemente, com o lançamento da ZZZ agora se estende também à Revista Regional, publicação que há quase sete anos circula nas cidades de Salto, Itu e Indaiatuba e é a maior revista mensal daquela região. 
E para uma estreia em grande estilo eu escolhi "percorrer o mundo" junto com os adeptos do turismo backpacker. Num primeiro momento, o nome pode lhe soar estranho, mas tenha certeza de que você pelo menos já ouviu falar deles: os chamados mochileiros, que dispensam o luxo e o conforto oferecidos pelas agências de turismo para fazer uma viagem sem roteiro e conhecer "in loco" a cultura dos lugares que visitam.
Vamos conhecer a história de quatro deles: Evandro, Maicon, Renan e Silnei. Quatro pessoas que levam a sério os ideais de "liberdade e aventura" e tem boas lembranças de suas viagens. Ao mesmo tempo, se você é daqueles que tem vontade de viver essa experiência, mas nunca colocou seu desejo em prática, preparamos uma espécie de "manual da sobrevivência" com todos os cuidados dos quais é importante se cercar antes e durante a viagem.
Afinal das contas, como bem definiu o Evandro, "viajar sempre vale a pena, mesmo com todos os perrengues enfrentados". Curtiram? Então chega de papo. Para ler a matéria na íntegra clique AQUI, ou, se preferir, baixe o arquivo em pdf. No site estão disponíveis as principais reportagens desta edição, que, por sinal está bem variada: além de viagens, fala dos cuidados com o salto alto e dá dicas de como fugir da rotina. Mas isso é só um aperitivo do que você encontra nas 128 páginas da Revista.
E o que me deixa mais feliz nessa história é que ela está só começando. Em dezembro tem mais Regional!!!


Boa semana!!!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Ivete Sangalo, Turismo e Mercado Livre (DA SÉRIE RECORDAR É VIVER)

Olá meus amigos. Estava eu buscando temas interessantes para futuras pautas no Google quando, dentre os resultados da pesquisa, um anúncio no Mercado Livre me chamou a atenção:


 




Não estão entendendo? Calma que eu explico! Embora eu seja fã do trabalho da Mama Bozolina  - só aqueles que a seguem no Twitter vão entender a referência - mais conhecida pelo grande público como Ivete Sangalo, não foi este o motivo que mais me chamou a atenção (todavia, certamente, foi a principal motivação da pessoa que postou o anúncio). Ainda que eu seja usuário do site, nunca efetuei nenhuma transição, por isso meu objetivo também não é fazer propaganda. E não, eu não tenho NENHUMA ligação com a pessoa que deseja negociar o exemplar.


Já sei: consegui deixá-los mais curiosos... (ou confusos, como queiram). Talvez a próxima informação embole ainda mais o meio de campo: por que uma pessoa, em seu juízo perfeito, deveria pagar R$ 10,00 por uma revista "em bom estado, com desgaste de manuseio" se, à época de sua circulação o preço do exemplar nas bancas era R$ 5,90? Incoerente pagar mais caro por um produto usado do que por um novo, certo? Bem, isso depende do ponto de vista de cada um.


Para este jornalista que vos fala, esta edição da "É domingo" não tem preço:  nela, foi publicada a minha primeira matéria como profissional. A chance me foi dada pela então editora-chefe do veículo, Valentina Nunes, que havia sido minha professora na graduação. O tema: turismo e internet. O objetivo principal era demonstrar como a rede mundial vem adquirindo função cada vez mais significativa no planejamento de viagens. Na outra ponta, como é possível conhecer lugares sem sair de casa.


Naquela época, as coisas na revista já não iam bem. Inicialmente, a matéria estava prevista para a edição de abril, mas só foi publicada dois meses depois (junho). Nesse intervalo de tempo, a periodicidade mudou: de semanal para mensal. Mal eu poderia esperar que, após a edição de julho, as atividades seriam encerradas. Pouco tempo depois, minha carreira tomaria um novo rumo, mas isso é assunto para um outro post.


Se você ficou curioso para ler a matéria sobre turismo virtual, clique AQUI para baixar o arquivo. Mas, se por outro lado, você está quase me abandonando, dê-me uma última chance para contar um "causo" sobre essa apresentação da Ivete:  a reportagem de capa - feita pelo meu amigo Giovani Hamada - tinha  como objetivo divulgar o show que ela faria na cidade. Decidi ir SOMENTE no dia da apresentação. Ingressos esgotados. Depois de conseguir carona com a minha amiga Ana Laura, comprei o meu de um cambista, aos 45" do segundo tempo.


Quando chegamos, o local já estava absolutamente lotado e utilizamos uma entrada diferenciada. Resultado: a organização nem pediu nossos ingressos, mas, em contrapartida, nos colocou no camarote (se o esclarecimento se fizer necessário, eu sou cadeirante), coincidentemente, ao lado do pessoal da revista, que havia comprado um espaço. (SIM, eu havia feito uma tentativa mais cedo, mas não havia mais lugares).


Eu e minha amiga Ana conseguimos dois exemplares da revista, mas voltaríamos para casa apenas com um. Ao final do show, Veveta anunciou que receberia alguns fãs, e com a ajuda preciosa de dois seguranças, lá fomos eu e Ana - de encontro à multidão - em direção ao camarim. Algumas razões impediram a minha entrada, mas Ivete se comprometeu a fotografar com todos os deficientes que estavam a sua espera na saída.


E assim o fez. Quando veio falar conosco, autografou o exemplar da Ana, enquanto eu a presenteei com o outro. Foi um encontro rápido, mas posso dizer  com orgulho que, naquele 6 de julho de 2007, eu fui a última pessoa com a qual Ivete conversou antes de deixar a Uniso. Depois de nos atender, ela foi direto para o carro que a esperava.


Ah, antes que eu me esqueça, eis a foto do nosso encontro:








Essa que está com a cabeça cortada é a Ana (risos)... A falha de enquadramento foi da Veveta, foi ela mesma quem bateu a foto.  Para não cometer mais essa injustiça, segue abaixo uma foto dela. Boa semana!





quinta-feira, 29 de outubro de 2009

A primeira impressão é a que fica?




Foto: Silnei Andrade


Bem amigos, tudo bem? Começo este texto de um jeito à la “Galvão Bueno” e, antes de revelar-lhes o tema que escolhi para hoje, uma pesquisa rápida: o que estão achando dos devaneios deste humilde jornalista que vos escreve? Gostando? Não? Enfim... qual a primeira impressão que tiveram? E a segunda?...
Poderia gastar uma infinidade de caracteres com outras tantas perguntas, mas não é este meu objetivo principal. A ideia aqui é discutir o fundamento de um dos mais conhecidos ditados populares: será que a primeira impressão realmente é a que fica? Se essa mesma pergunta fosse feita a mim, com toda certeza eu diria àquele que me questiona: “nem sempre”. Ao pararmos para refletir por um momento, veremos que não é tão difícil assim chegar a esta conclusão.
Primeiro porque a maioria das pessoas adora tirar conclusões precipitadas sobre determinados temas e também sobre outras pessoas. É o caminho mais fácil. Alguns, inclusive, se comportam como se fossem especialistas nos mais diversos assuntos, e a partir disso, passam a julgar o comportamento / aparência / atitude dos demais sem conhecê-los. Embora intrínseco do ser humano, não deixa de ser “perigoso” e, em alguns casos, uma grande bobagem.
Querem dois exemplos clássicos? Vamos a eles: ouvintes de determinado programa de rádio tendem a “idealizar” a aparência de um locutor, baseados em seu timbre de voz e estilo de narração: mais descontraído, sério, etc. Assim, quando se descobre que o cara “alto, moreno e de olhos azuis” que te faz companhia todos os dias, é, na verdade, gordinho e baixinho, a frustração é quase que inevitável.
Outra situação bastante comum em diversos estabelecimentos: o atendimento dispensado a um determinado cliente varia conforme a roupa que ele usa. Certos vendedores agem como se o extrato bancário estivesse impresso no vestuário do freguês. E arrisco fazer uma constatação, por experiência própria: quando vão a uma loja, as pessoas mais humildes estão realmente decididas a comprar alguma coisa (em muitos casos, com pagamento a vista); não querem só ficar olhando.
Faço uma pausa agora para recorrer a outro ditado popular: “não atire pedras se você tem o telhado de vidro”. Por isso, vou contar-lhes um “causo” que aconteceu comigo. Uma vez fui a um show de uma banda acompanhado de amigos. Chegando lá, uma segurança não queria permitir que ninguém da minha turma ficasse ao meu lado na área vip. Lembro-me que, em pensamento, roguei pragas a coitada até sua última geração (risos). Não me recordo exatamente como esse impasse foi solucionado, mas o fato é que, algumas horas mais tarde, a interferência dessa mesma segurança foi crucial para que eu fosse recebido no camarim e conhecesse meu ídolo. A você que me deu essa força, Deus a abençoe!
Essa história é apenas mais um indício de que a primeira impressão que temos sobre algo ou alguém sempre pode mudar. Ou quase. Assistir a transmissões esportivas comandadas pelo Galvão Bueno é – e sempre será – um porre. Entra ano e sai ano, sua torcida e empolgação exageradas para o RRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRubinho e para o RRRRRRRRRRRonaldo, antes de patrióticas, são uma rasgação de seda extremamente chata e dispensável. Boa leitura e até a próxima!

(*) texto publicado originalmente na coluna "De tudo um pouco" - assinada por mim - no Jornal do Povo, de Ibiúna.


quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Cláudia Leitte e Pitty são destaques na segunda edição da ZZZ


Foto: André Schiliró / Divulgação



Amigos, já saiu a segunda edição da Revista Zun Zun Zum (ZZZ para os íntimos). A publicação traz na capa a sorocabana Alinne Moraes, que fala do desafio de interpretar uma tetraplégica na novela "Viver a Vida": sua personagem, Luciana, sofrerá um acidente que a deixará numa cadeira de rodas. Outros famosos também estão nas páginas da revista, como o apresentador Marcos Mion e o ator Bruno Gagliasso.
Se todos estes "argumentos" ainda não conseguiram despertar sua curiosidade, lanço mão de mais um neste momento: você vai poder conferir a entrevista que fiz com Claudia Leitte. A cantora fala de seus novos projetos profissionais, parcerias e uma canção que marcou a sua vida. Quer saber que música é essa? Então clique AQUI para baixar o arquivo e ler a reportagem na íntegra.
Pensa que acabou? Não! Virando a página, você conhece um pouco mais sobre o novo CD da Pitty, "Chiaroscuro", que explora um contraste na sonoridade, com músicas pesadas e leves. Eu e meu amigo Tiago Albertim também estivemos num dos primeiros shows desta nova turnê, que aconteceu aqui em Sorocity.
Por último, um aviso para os que acompanham meu trabalho: não será preciso esperar até a próxima edição da ZZZ, em dezembro, para ler um texto meu. Quinzenalmente, assino a coluna "De tudo um pouco" no Jornal do Povo, de Ibiúna. Além disso, a partir de hoje tem início a Casa Cor Sorocaba. Digo isso porque fiz duas reportagens para o anuário do evento (mas isso é assunto para o próximo post).
Ainda tem uma matéria minha muito bacana na Revista Regional de novembro (publicação da editora Clipping, a mesma da ZZZ), cujo tema será prefiro não revelar ainda. Mas garanto-lhes que vão gostar. Isso é só um aperitivo do que vem por aí... Enquanto eu corro atrás de coisas novas, saboreiem a ZZZ: tenham a certeza de que eu e toda equipe do meu amigo Renato Lima queremos sempre oferecer o melhor para vocês! Fui...

domingo, 18 de outubro de 2009

Aonde encontrar a felicidade?


Bom dia meus amigos, tudo bem? Para este domingo, escolhi falar sobre felicidade, um “tesouro perdido” que os seres humanos passam a vida inteira procurando. Muitos, inclusive, percebem que todas as suas tentativas e estratégias utilizadas para encontrá-la foram frustradas. Nas próximas linhas, este jornalista que vos fala, embora não seja nenhum gênio ou tenha poderes especiais, vai tentar entender o porquê isso acontece.
O principal erro está em acreditar que a felicidade está à venda. Já diz o ditado que dinheiro não compra felicidade. E antes que algum leitor mais bem-humorado venha me dizer que ele manda buscar, eu provo o contrário. Diversos são os casos de pessoas milionárias, que tinham acesso a tudo o que o dinheiro pode comprar, mas extremamente infelizes.
Michael Jackson e Princesa Diana são apenas dois exemplos. Os problemas em suas vidas existiam na mesma proporção do que os zeros em sua conta bancária. Coincidentemente, mesmo com a morte de ambos, as turbulências em torno deles parecem não ter fim.
Felicidade também não está em tomar uma atitude só para agradar alguém, anulando sua própria personalidade. É como aquele cara que odeia ver sangue e decide se matricular em medicina para atender a um desejo dos pais. Alguém que passa pela faculdade sem nenhuma DP é um caso raro – e, confesso-lhes, eu faço parte deste grupo. Eu assumo: eu sou, ou pelo menos era, um nerd (risos) – mas, no caso de alguém que faz um curso a contragosto, muitos outros problemas devem ser considerados: o desperdício de tempo e dinheiro.
Mas então, aonde encontrar a felicidade? A felicidade está nas pequenas coisas do dia a dia, nos gestos mais simples. Calma, leitor: não desista de ler este texto! Ele não vai ficar meloso e entediante. Antes que vocês me abandonem, vou partir logo para os exemplos práticos.
Felicidade está em saber que seu ex-chefe, chato e exigente, hoje é seu amigo. Aí você descobre que todas as cobranças e imposições tinham uma razão de ser: ele queria arrancar o melhor de você, prepará-lo para enfrentar o mercado de trabalho, cada vez mais voraz e dinâmico. Afinal, qualquer deslize que você dê, por menor que seja já te deixa em desvantagem em relação aos seus milhares de concorrentes.
Felicidade está em concretizar um antigo projeto profissional. No caso de um jornalista, por exemplo, conseguir entrevistar aquela pessoa que você estava tentando há tempos. Ou ainda, a felicidade está em encarar e vencer novos desafios, saindo do estado de acomodação. Aliás, esta é outra tendência do ser humano, principalmente quando as coisas estão dando certo...
Por tudo isso, posso dizer com orgulho: EU SOU UM CARA FELIZ! Por todas as oportunidades que a vida já me proporcionou, por todos os desafios que eu já venci e também por ter, hoje, a oportunidade de mostrar meu trabalho em tantos locais diferentes.
Para terminar, um último lembrete! A felicidade não é algo permanente. Ela chega e vai embora sem avisar. Por esta razão, essa é uma busca constante, porém não desenfreada. A obsessão pode te impedir de enxergar a beleza dos pequenos gestos e as oportunidades que realmente podem fazer a diferença na sua vida. Até a próxima!


* NOTA: Meu amigo Tiago Albertim cedeu-me um espaço para que eu publicasse meus devaneios no Jornal do Povo, que circula em Ibiúna e outras cidades daquela região. Este texto, com algumas adaptações, marcou minha estreia - sem acento mesmo, como manda a nova ortografia - e foi publicado originalmente há cerca de três semanas.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Cláudia Leitte extravasa simpatia







O lançamento da Revista ZZZ e a parceria com a Editora Clipping me deram um novo ânimo. Primeiro porque sempre é bom conhecer novas pessoas. Também pelo fato de que, depois de algum tempo escrevendo somente para publicações do segmento industrial, tive a chance de explorar outros assuntos. Não que eu não goste do que eu vinha fazendo até então - ao contrário, já começo até a sentir falta - mas precisava diversificar.
Como a ZZZ é uma revista que trata de famosos, sempre que há um evento interessante na cidade, vislumbro a possibilidade de transformar isso numa boa pauta. Depois de conseguir entrevistar o Flausino no Trio Tons (a matéria foi publicada na primeira edição), não havia tido a mesma sorte com a Pitty, no Vila Festival; era a hora de desequibilibrar essa balança.
Chegava a vez de Cláudia Leitte. Na semana da apresentação em Sorocaba fiz contato com a sua equipe, me apresentando e explicando a minha proposta. Ganhei de seus assessores a promessa de ser recebido antes do show. Assim sendo, escalei meu amigo de fé e irmão camarada Tiago Albertim e mais uma galera muito bacana para me acompanhar nessa empreitada.
Assim, na noite do último sábado, lá fomos nós. Chegamos, nos divertimos um pouco, e depois de um tempo, fomos à porta do camarim. Nessa hora, a expectativa é sempre a mesma: dentre as perguntas que eu planejei, escolher as mais relevantes, pois essas entrevistas pré / pós shows precisam ser rápidas e objetivas. Além de mim, Cláudia ainda atenderia ao pessoal do SBT São Paulo, do R7... ufa, tanta gente! Fico imaginando como os artistas tem disposição para responder, num curto período de tempo, perguntas sobre os mais variados temas... ou não! Eu particularmente acredito mais na primeira opção...
Fomos a primeira equipe a ser recebida. Logo que me viu, Cláudia teve a impressão de que já me conhecia, quando, na verdade, era a primeira vez que a gente se via. Antes de começar a entrevista, alguém da produção me explicou que eu só teria tempo para duas questões e, se desejasse, poderia complementar a entrevista via e-mail. Ao mesmo tempo em que o Tiago fazia as fotos, uma equipe da cantora também registrava o nosso encontro. Até desconfio qual era a finalidade, mas não vou postar aqui... (na matéria, há uma pista).
Cláudia então respondeu às duas perguntas previamente combinadas. Eu já ia me despedindo, quando ela sentenciou: "pode perguntar mais alguma coisa; ninguém vai dizer nada". Nesse tom descontraído, ela falou um pouco de seus projetos e outros assuntos, que vocês vão descobrir em breve, na segunda edição da ZZZ, que circula na segunda quinzena deste mês. Assim que a matéria for publicada, disponibilizo-a aqui.
Por fim, era a chegada a hora de me despedir. Ela disse-me que eu era muito gentil e galã - o que, cá entre nós, não deixa de ser verdade (risos) - e tiramos a "foto de fã". A última coisa que me lembro de ter dito foi que ela era merecedora de tudo que já havia conquistado. Essa, de fato, foi uma entrevista marcante: quem entrou lá foi o profissional, jornalista. Ao final da conversa, Cláudia havia ganhado minha admiração. A você Cláudia, todo meu respeito e carinho!!!


quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Saudade




Final deste 17 de setembro e me bateu uma vontade de fazer uma reflexão: como o tempo passa rápido. Há alguns minutos tenho tentado escolher as palavras que melhor expressem meu sentimento neste dia. O resultado destes meus devaneios é este texto que você está lendo agora. Por mais que outras palavras me venham a cabeça, uma certamente não pode deixar de ser citada: SAUDADE. Há exatos 12 anos, meu avô, Osvaldo Vergílio, deixava aos seus.

Ele, que me acolheu como um filho, e me ensinou tantas coisas. Uma pessoa justa, porém exigente, que sempre mimou este neto que vos escreve: a primeira caderneta de poupança, o danoninho quando chegava do mercado, as festas de aniversário, o privilégio de ser o primeiro a ler o jornal - ele até separava a coluna que eu mais gostava - e tantas outras lembranças.

De lá para cá, quanta coisa aconteceu. O menino, então com 14 anos, cresceu. Terminou a oitava série, o ensino médio, ingressou na faculdade, viu sua avó também partir e conquistou o seu diploma. Embora não estivesse presente fisicamente, tenho certeza de que ele estava comigo nestes - e, em todos os outros - momentos da minha vida, inclusive agora.

É lógico que eu me lembro com carinho de todos estes mimos, mas o que mais importante não foram as coisas que ele me deu, e sim as que ele me ensinou. A única coisa que espero é que, onde quer que ele esteja, ele tenha orgulho do homem que o neto se tornou. O tempo passa, mas a saudade fica. Valeu vô!!!

sábado, 12 de setembro de 2009

"Os Normais 2" é engraçado, mas primeiro filme é melhor



Hoje fui ao cinema e assisti "Os Normais 2: A noite mais maluca de todas" (veja o trailer acima). O ponto de partida é a crise enfrentada pelo casal Rui (Luiz Fernando Guimarães) e Vani (Fernanda Torres), noivos há 13 anos. Para que o relacionamento não apague de vez, ela topa realizar um sonho dele: um "ménage a trois". Então, o casal passa a noite toda indo atrás de mulheres que topem cair na cama com eles.
Não há bem uma trama, mas uma série de esquetes numa comédia de erros. A primeira tentativa é a prima de Vani, Silvinha (Drica Moraes); depois entram na lista Débora (Claudia Raia), Clara (Daniele Suzuki), uma francesa (Mayana Neiva) e por aí segue. Talvez esteja aí o principal erro do filme.
Ao contrário do primeiro longa, em que Marisa Orth e Evandro Mesquita também roubaram a cena como ex-noivos dos protagonistas, neste, os outros atores limitam-se a "participações especiais". Lembra muito as esquetes dos programas de humor da televisão, piada pura e simples. Cada ator aparece pouco, na medida em que toda a ação se desenrola em apenas uma noite; daí o título.
Embora tenha sentido falta de um envolvimento maior com a história desses personagens (eles poderiam ter sido mais aproveitados, se fossem em menor número), há momentos engraçados, principalmente durante a passagem da dupla por um hospital. Mas nada que supere o primeiro filme.

PS: SPOILER. Se você não gosta, pare por aqui. Já há alguns anos especula-se que a Globo vai produzir uma nova safra de episódios da série para TV. O boato da vez é que uma mini-temporada já estaria garantida para 2010, que começaria exatamente onde esse filme parou: Rui e Vani finalmente se casam. Resta-nos torcer para que a notícia se concretize. E também para que Alexandre Machado e Fernanda Young (os roteiristas e idealizadores da série) estejam mais inspirados. Apesar de não ser ruim, "Os Normais 2" ficou devendo. Eu, pelo menos, esperava mais. Será a "maldição" das continuações?

domingo, 30 de agosto de 2009

Tecnologia para deficientes

Uma feira, no Rio de Janeiro, apresentou na semana passada novidades que podem facilitar a vida de quem tem deficiência física e mora numa cidade grande. Dentre os destaques estão um mouse eletrônico, que permite a uma pessoa que não tem o movimento dos braços utilizar um computador.

O equipamento é controlado por condutores de energia, presos ao rosto, que detectam os movimentos do olho (para cima, para baixo ou para os lados) e recebe os sinais captados, clicando automaticamente nas letras que se deseja digitar.

Os portadores de deficiência visual já podem se sentir mais confiantes para caminharem sozinhos. Já existe uma bengala eletrônica que, através de sensores, reconhece obstáculos a uma distância de até quatro metros.

Já os cadeirantes tem a sua disposição uma nova forma de mobilidade, sobre três rodas. É um triciclo motorizado, em que a cadeira de rodas é o próprio assento do piloto, e se encaixa num dispositivo, onde fica presa. No mais parece motocicleta. A invenção já foi aprovada pelo Inmetro e pelo Detran.

SOBRE A FEIRA

A 1ª Feira Muito Especial de Tecnologia Assistiva e Inclusão Social das Pessoas com Deficiência do Rio de Janeiro é uma realização do Instituto Muito Especial com o apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia e aconteceu na semana passada, na capital fluminense. Dentre os seus principais objetivos estavam:


• Exibir pesquisas e protótipos das inovações;
• Disseminar a importância do estimulo à pesquisa e desenvolvimento de Tecnologia Assistiva no Brasil;
• Difundir o conceito da Tecnologia Assistiva para pessoas com deficiência;
• Viabilizar o intercâmbio de conhecimentos e experiências entre pesquisadores;
• Divulgar e promover as tecnologias de serviços e produtos já expostos no país;
• Difundir experiências inovadoras, como um instrumento facilitador no processo de inclusão social e profissional das pessoas com deficiência.

Com informações do site do Jornal Nacional, no Portal G1.

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