sábado, 18 de setembro de 2010

Super-heróis sem capa e espada




Durante a infância e parte da adolescência, é comum as pessoas se identificarem com os super-heróis de séries de TV ou grandes produções do cinema. Com capa, espada, armaduras, além de muitos outros acessórios e poderes especiais, personagens como Jaspion, os Power Rangers, Batman, Chapolin Colorado, Homem-Aranha ou Super Homem marcaram diversas gerações por estarem sempre dispostos a evitar que os vilões concretizem seus planos maléficos.
É verdade que, em alguns casos, o protagonista em questão é um anti-herói, caçoando do estereótipo “poço de bondade” idealizado pelos roteiristas para esse tipo de personagem. Exemplo típico dessa afirmação é o ogro Shrek, da DreamWorks, que embora tenha vivido seu auge nos dois primeiros longas da série, ainda é muito querido pelo público.
Depois de toda essa introdução, chegamos ao ponto chave desse texto: será que super-heróis são frutos apenas da imaginação de um seleto grupo de pessoas criativas – algumas nem tanto assim, eu sei – que trabalham na indústria do entretenimento? Não, eu lhes diria com convicção. Eles existem, embora seja mais difícil reconhecê-los, pois os super-heróis da vida real não usam capa e espada, tampouco possuem poderes especiais.
Desnecessário dizer que o primeiro exemplo vem de casa. Dessa forma, nada mais justo fazer uma homenagem especial aos pais, cuja identificação pode surgir da admiração que o filho sente pela competência, responsabilidade e dedicação com que eles exercem sua profissão ou se dedicam a um hobby. Não fossem por esses motivos, não dá para esquecer o cara que nos leva pela primeira vez a um estádio de futebol ou nos ensina a andar de bicicleta.
Ao lado deles, vale lembrar, estão super-heroínas para as quais seremos sempre crianças, independente da idade que temos. Poderiam ser chamadas de anjos, mas Deus encontrou um sinônimo para essa pessoa tão especial: mães, que sempre nos protegem e nos acolhem incondicionalmente. Mas o nosso universo social é muito mais amplo que o familiar. Nesse momento, o leitor pode estar se perguntando: onde estarão os outros? Como identificá-los?
Apesar de parecer complexa, a resposta para estas perguntas é bem simples: eles estão espalhados por todos os cantos e, muitas vezes, passam pelas nossas vidas sem a gente perceber. Heróis são todos aqueles que dão bons exemplos ou que ajudam aos outros sem esperar nada em troca. Assim, podemos considerar herói o catador de recicláveis, pai de oito filhos, que sustenta a sua família com apenas R$ 150 mensais e, mesmo diante das dificuldades, nunca cometeu nenhum ato ilícito. Ou ainda a jovem grávida, abandonada pela família, que reencontrou num projeto social forças para recomeçar.
Há também o sobrevivente de um grave acidente, que luta com todas as forças para realizar seus sonhos. Algumas dessas pessoas eu já tive a oportunidade de conhecer pessoalmente. Outras são retratos de situações que vemos corriqueiramente nos jornais. Isso só reforça a ideia de que muitas vezes reclamamos sem motivos: se olharmos bem atentamente ao nosso redor, veremos o quanto nossos problemas são pequenos.
Por fim, não posso encerrar esse texto, sem fazer menção a um grupo em especial: aquelas pessoas que nos conhecem apenas com um olhar, preocupam-se com o nosso bem estar, nos dizem algumas verdades de vez em quando, alegram-se com a nossa felicidade – fazem qualquer coisa para nos ver sorrir – e estão ao nosso lado nos momentos mais difíceis. Embora possuam muitos nomes, é mais simples chamá-las apenas de “amigos”. Valorize-os!

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(*) Este texto foi especialmente escrito para a coluna "Lições" e publicado originalmente na edição de agosto de REVISTA REGIONAL.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Nossos fiéis cãopanheiros...




Grandes, pequenos, dóceis, temperamentais, obedientes, trapalhões, com pedigree, vira-latas, sociáveis ou possessivos. São vários os adjetivos utilizados para descrever os cães e, embora alguns deles denotem comportamentos que precisam ser melhorados, uma característica do animal costuma se sobressair perante todas as demais: o amor incondicional aos seres humanos. Não se trata apenas de subserviência ao seu “dono” – aliás, analisar essa relação apenas sob esse prisma, além de simplista, parece ser um grande equívoco – mas de uma fidelidade extrema, que só pode ser traduzida por aqueles que já vivenciaram essa situação.
É nisso que acreditam todas as pessoas ouvidas com quem eu conversei para escrever a reportagem especial publicada na edição de setembro de REVISTA REGIONAL. Desse grupo, fazem parte a terapeuta floral de animais – cujo trabalho consiste em harmonizar as emoções e o comportamento dos bichos, por meio da administração de essências – radialista e apresentadora do programa “Animania”, Ana Koury, e a jornalista Fabiana Yoko, que são verdadeiramente apaixonadas por cães.
Mas os benefícios da presença de um animal de estimação em casa não se restringem às alegrias que o pet proporciona a toda família. Esta convivência também pode ser decisiva para a prevenção e tratamento de inúmeras doenças, independente da idade. O contato com o cão melhora a imunidade em crianças e adultos, reduz dos níveis de estresse e a incidência de doenças comuns, como dor de cabeça ou resfriado.
Partindo desse referencial, fica mais fácil compreender os objetivos da chamada “cãoterapia”, praticada no Brasil há cerca de uma década. Na capital, uma das iniciativas mais bem sucedidas nessa direção é o projeto “Joe, o Amicão e Cãopanheiros” – idealizado pelas irmãs Ângela Borges e Luci Lafusa – que atualmente é parceiro de nove instituições (entre elas o Grupo de Apoio ao Adolescente e Criança com Câncer (GRAACC) e o Hospital São Paulo) e tem como grande estrela um golden retriever “muito lindo”, chamado Joe Spencer W. Gold (FOTO)
Também merece ser citada a atuação do Instituto para Atividade, Terapia e Educação Assistida por Animais de Campinas (ATEAC). A ideia nasceu depois que a bióloga Sílvia Ribeiro Jansen percebeu que a autoestima e a capacidade de socialização do filho Daniel – portador da Síndrome de Asperger (espécie de autismo que não afeta o desenvolvimento intelectual) – melhoraram após a chegada do filhote de labrador, Luana. Atualmente, 54 cães de diferentes raças integram o projeto.
Por fim, destacamos a cumplicidade da atriz e jornalista Danieli Haloten – que perdeu totalmente a visão aos 20 anos e ficou conhecida do grande público participou da novela “Caras & Bocas” – com o seu cão-guia, Higgans. A relação dos dois está baseada numa troca de carinho e cuidado e, mesmo sendo de espécies diferentes, eles se entendem muito bem.


Nesse post, resumi os principais ganchos da reportagem. Para ler a íntegra do texto, clique AQUI.

Mais

Terapia de Animais 
Ana Koury

Projeto “Joe, o Amicão e Cãopanheiros”
Ângela Borges (11) 9674-0429
Luci Lafusa (11) 9517-6159

Instituto para Atividade, Terapia e Educação Assistida por Animais de Campinas (ATEAC)

Danieli Haloten

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Caco Barcellos é destaque na Revista Regional de Julho


Olá amigos,


Depois de algum tempo sem postar - em função da falta de tempo - volto a escrever neste espaço para contar-lhes que na edição de julho de REVISTA REGIONAL foi publicada uma matéria muito bacana com a cobertura da palestra do jornalista Caco Barcellos, realizada em maio em Sorocaba. Aos 60 anos, o jornalista, idealizador do Profissão Repórter, analisou o sucesso do programa e ainda relembrou os desafios enfrentados na época de sua implantação, além de "avaliar" o jornalismo investigativo praticado atualmente no Brasil!

Vale a pena conferir! Para isso, basta clicar AQUI.


quarta-feira, 12 de maio de 2010

Essa ideia vale a pena... Campanha do Agasalho para Cães e Gatos na Capital



Pessoal, a partir de hoje, dou início, aqui no blog, ao espaço "Essa ideia vale a pena", pois não importa onde elas aconteçam, boas ideias merecem ser sempre divulgadas, e, por que não, copiadas? Essa vem de São Paulo, Capital. Quem sabe meus amigos de outras cidades, principalmente Sorocaba, não se animam em fazer algo semelhante? Postagens antigas com este mesmo espírito também serão remarcadas com essa tag.

PS: Aos que não conhecem, este aí da foto é meu cachorro, o Príncipe. O poodle mais ciumento e adoravelmente bagunceiro que eu conheço, que trouxe muitas alegrias à minha vida. Com a proximidade do inverno, já tratei de comprar uma roupa nova para ele. Agora pensem nos animais que não tem essa sorte...


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 Levar para um abrigo animais maltratados, doentes e famintos não significa que o sofrimento deles chegou ao fim. Os abrigos estão superlotados e a grande maioria não tem verba suficiente para atender às necessidades básicas de tantos animais abandonados. Frequentemente, eles passam fome, e, no inverno, a situação só piora - muitos acabam dormindo direto na terra ou no cimento gelado.

Para ajudar abrigos de cães e gatos, a ONG Adote Um Gatinho criou a “Campanha do Agasalho” em 2009 e agora promove a segunda edição. Com postos de arrecadação em petshops e clínicas veterinárias da Grande São Paulo, a ONG espera arrecadar cobertores, caminhas, roupinhas e outros donativos.

Para saber mais sobre a iniciativa, resultados de 2009 e onde levar a doação, acesse o site da campanha.

domingo, 9 de maio de 2010

Mãe... porque todo dia é delas!







Olá, caros leitores, tudo bem? Já pararam para analisar a predileção dos seres humanos por datas comemorativas: dia das crianças, dos pais, dos namorados, do jornalista, do advogado, do professor... eis que hoje é celebrada a data que, para os comerciantes, é a segunda mais importante do calendário (só “perde” para o Natal): o Dia das Mães.

Agora, eu questiono-lhes: será que isso realmente é necessário? Antes que alguém chegue a uma conclusão precipitada, permitam-me um esclarecimento. Não estou dizendo que as homenagens às mães são desnecessárias. Ao contrário, essas mulheres merecem todo meu respeito e consideração. Mas será que elas devem ser lembradas e reconhecidas tão somente neste único dia?

A mim, particularmente, isto se configura, no mínimo, como um paradoxo. Como se fosse possível alguma mãe conseguir se desvencilhar dessa atribuição. Pelo menos para a grande maioria das mães que eu conheço – incluo a minha nessa lista – esta é uma tarefa impossível: essas mulheres, em sua grande maioria, priorizam sempre a felicidade dos filhos.

Para elas, a idade é o que menos importa: não importa se o herdeiro tem dois, cinco, dez, quinze, trinta ou cinquenta anos; o fato é que ela o considerará sempre uma criança e fará absolutamente tudo o que estiver ao seu alcance para protegê-lo. Reconheço que um amor assim pode ser um tanto exagerado, mas, por outro lado, é incondicional: mesmo que você cometa um grande erro, ela conseguirá perdoá-lo.

Então, já que hoje é o “dia” delas, aproveite a data para retribuir todo o carinho que você recebeu ao longo de sua vida. Presenteie-a com um sorriso, ou então com um pouco do seu tempo. Elas certamente ficarão muito felizes. Mas, se você tiver condições de oferecer mais, procure descobrir algo que ela realmente gosta.

Aos desavisados, uma dica: comprem algo de uso pessoal, e não doméstico, afinal, o dia é da mãe, e não da casa, ok? De qualquer forma, o mais importante é não deixar que ela duvide que este amor é uma via de mão dupla. Afinal, se chegamos até aqui e hoje somos pessoas bem sucedidas, devemos muito a elas.

Despeço-me, desejando a todas as mães – especialmente à minha – um lindo nove de maio. Como diria Roberto Carlos: “Eu tenho tanto / pra te falar / mas com palavras / não sei dizer / como é grande / o meu amor / por você”...
Até a próxima!!!

domingo, 2 de maio de 2010

O direito de não ser perfeito



Olá meus amigos, tudo bem? Depois de um tempo sem postar, eis que estou de volta... para falar do ser humano. Uma das características que mais me encantam na nossa espécie é a pluralidade. Acredito que as diferenças devem ser não apenas respeitadas, mas também incentivadas, pois o convívio com o que não nos é familiar nos força a enxergar novas cores e nos proporciona lições valiosas.

Nesse mundo tão plural, onde há espaço para todas as raças, crenças e convicções, parece natural que o ser humano cometa erros. Afinal, por mais que se deseje, ninguém consegue ser perfeito o tempo todo. Todos temos nossas falhas, nossas oscilações de humor e nossas limitações.
Num desses momentos, podemos, mesmo sem querer, magoar alguém por quem temos um carinho muito grande e, infelizmente, as vezes, um pedido de desculpas não basta, principalmente quando uma fala é capaz de gerar uma interpretação ambígua e, com isso, ganha uma dimensão diferente daquela que você desejou.

A partir daí, resta colher as consequências:  fico chateado quando um único erro tem, na balança, um peso maior do que todos os acertos somados. Resta então, nesse caso, seguir em frente e torcer para que, com o tempo as coisas voltem ao normal. Para que isso não aconteça com você, aconselho: pense muito bem antes de dizer (ou escrever) alguma coisa.

Mas pra não encerrar de forma melancólica, uma novidade: a próxima edição da ZZZ está saindo do forno. Ainda esta semana, volto para contar as novidades!
 

quarta-feira, 7 de abril de 2010

O orgulho de ser jornalista... e os desafios também!




Olá meus caros, tudo bem? A minha ideia, ao escrever esse post, é homenagear a todos os meus colegas jornalistas, pois, neste 7 de abril, é comemorado o nosso dia. É bem verdade que houve uma desvalorização do ofício desde que os ministros do STF derrubaram a exigência do diploma, mas, mesmo com essa decisão sem fundamento e as dificuldades do dia a dia, minha paixão por essa arte continua a mesma.

Sim, jornalismo é arte. A arte de contar histórias. Algumas boas, outras, infelizmente, nem tanto, pois esse é o nosso propósito: enquanto imprensa, devemos retratar, da maneira mais ISENTA possível, a realidade na qual estamos inseridos, com todas as suas nuances.
Graças a minha profissão, torno-me a cada dia, um ser humano mais plural. Acabo conhecendo de tudo um pouco e, parodoxalmente , nada, pois minha rotina me lembra que sempre tenho algo novo a aprender.

Nessa minha trajetória, cruzei o caminho de pessoas muito especiais, é sempre bom conversar com pessoas que tem algo dizer e poder retratar suas histórias: da rotina de um mochileiro, passando pela preocupação das indústrias com o meio ambiente, o artista que está despontando para o sucesso e, finalmente, o impacto da tecnologia na vida das pessoas.

É muito bacana saber que posso, com o meu trabalho, ajudar na divulgação de bons projetos, como o "Praia para todos" ou a iniciativa da Kica de Castro. Já realizei alguns sonhos também, afinal de contas, todo mundo tem os seus. Querendo ou não, a profissão me abre algumas portas.

Por outro lado, são muitos os desafios: contar essas histórias, é, quase sempre, uma responsabilidade gigantesca. Por essa simples razão, acredito que a formação universitária é importante SIM. Não cabe, pelo menos ao bom jornalista, sair escrevendo o que bem entende em nome de um furo. Ou então, tirar uma frase do contexto para conseguir a matéria de capa. 

É, na verdade, um misto de técnica, emoção e até mesmo subjetividade - condenada por alguns, porém usada por todos  - uma  vez que eu não acredito que o jornalista consegue se desvincular dos seus valores quando vai escrever um texto. O grande segredo está em saber dosar tudo isso.

É difícil se sobressair num mercado tão voraz, que está saturado. Ainda mais quando se é freelancer, como no meu caso. Encaro cada trabalho como uma oportunidade única, como um novo contrato. A primeira dica é responsabilidade. Acima de qualquer coisa, respeite seu deadline (para os leigos, prazo de entrega). Ao mesmo tempo, busque inovar e imprimir o seu toque pessoal sempre, principalmente nas pautas mais comuns, batidas...

Para fechar, um último conselho: faça com amor. Dessa forma, o reconhecimento e a credibilidade serão apenas consequências. Como diz o slogan de uma famosa rede de fast food, "AMO MUITO TUDO ISSO!"

Para fechar, a oração do jornalista (autoria desconhecida):

"Deus não deixe eu chegar atrasado à redação.
Que eu possa Senhor cumprir minha pauta,  conseguindo informações corretas e úteis, sem aparecer mais que o entrevistado.
Que eu consiga uma boa fotografia.
Que a câmera filmadora não falhe e o motorista esteja disponível.
Senhor, tomara que a internet não saia do ar e que o meu editor não esteja de mau-humor.

Peço-lhe Senhor, muita paz e tranqüilidade durante a entrevista e discernimento para fazer a matéria justa e bem elaborada.
Que o tempo seja suficiente para cumprir a outra pauta que me aguarda, logo em seguida,
do outro lado da cidade. 
E que o meu trabalho contribua para diminuir a desigualdade social, e ajude a melhorar a qualidade de vida do planeta.
Que eu entregue tudo a tempo e não sofra nenhuma agressão. 
Ou pior, seja alvo de uma bala perdida, virando notícia.

Que a matéria seja simples sem ser simplista.
Que não seja prolixa e sim criativa.
Que eu não cometa nenhum erro de português, Senhor, para não ser massacrado pelos colegas.
Principalmente Senhor, que eu não caia no pescoção...
que possa pagar minhas contas com esse salário e que nenhum jabá
me seduza.
E, finalmente, meu Deus, me ajude para que eu possa entregar tudo revisado e no prazo do dead line. Assim seja!"

Até a próxima!!





sábado, 20 de março de 2010

Dois em um: minha entrevista ao blog Coisas da Vida e o desrespeito aos deficientes





Olá amigos, tudo bem? Durante a semana estava navegando pelo blog "Coisas da Vida", quando um post do jornalista Endrigo Annyston me chamou a atenção: ele comentava uma matéria da jornalista Mariana Ferrão, exibida no Fantástico de domingo passado (eu não tinha visto o programa).

A reportagem mostra um teste nacional do respeito às vagas de idosos e deficientes. Veja no vídeo  acima uma senhora parando em uma vaga de deficientes físicos e tentando fugir da câmera. Por que tantos brasileiros jovens e saudáveis param nessas vagas especiais?

O programa percorreu estacionamentos de dez grandes cidades brasileiras. Em ruas e shoppings de todas as regiões do país, foram flagradas inúmeras cenas de pessoas saudáveis estacionando nessas vagas. O desrespeito foi visto de norte a sul. De Palmas, no Tocantins, a Maringá, no Paraná. 

Para mim, particularmente, este tipo de comportamento não chega a ser nenhuma surpresa. Por sinal, engana-se quem pensa que este é um problema típico das capitais. Quando eu estava na graduação, foram várias as vezes em que o motorista do meu transporte especial enfrentava dificuldades para estacionar, mesmo com toda  a sinalização e os cones colocados pelos funcionários da universidade. Trata-se, de fato, de um comportamento egoísta.

Essa é uma das razões pelas quais a discussão em torno da acessibilidade e inclusão, levantada pela novela "Viver a Vida", torna-se tão relevante. A esse respeito, meu amigo Endrigo entrevistou-me para saber a minha opinião sobre a abordagem da trama. Fiquei muito feliz com a proposta e o resultado do nosso bate-papo você pode ver clicando aqui.  Convido a todos os meus amigos para que leiam, reflitam e divulguem!

Até a próxima!!!

terça-feira, 16 de março de 2010

Mulheres especiais: portadoras de deficiência recuperam auto-estima

 Amigos, no post sobre o projeto "Praia para Todos" eu havia prometido que a inclusão dos portadores de deficiência na sociedade seria abordada com mais frequência no blog. Sempre que eu tomar conhecimento de alguma iniciativa bacana, vou divulgar aqui. Coincidentemente, na edição de 7 anos da Revista Regional o jornalista Renato Lima fez uma reportagem apresentando o trabalho da fotógrafa Kica de Castro, para o qual eu deixo meus sinceros cumprimentos. Com a permissão dele, republico o texto na íntegra, logo abaixo. Antes de me despedir, deixo uma pergunta para as minhas leitoras: que acham de eu fazer um ensaio nesse sentido?


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Mulheres com deficiência física reencontram sua beleza, auto-estima e sensualidade ao tornarem-se modelos fotográficos 




Daiane Lopes, 28 anos, paralisia cerebral, vive em Apucarana, Paraná, e trabalha com atendimento ao público e é modelo fotográfico






Foto: Kica de Castro





Permitir que pessoas com deficiência elevassem sua auto-estima, reencontrassem sua beleza e sensualidade foi o que levou a fotógrafa paulistana Kica de Castro a criar uma agência de modelos totalmente especializada no assunto.

Tudo começou quando Kica chefiava o setor de fotografia de um centro de reabilitação de pessoas com algum tipo de deficiência física. "Vendo a baixa auto-estima desses pacientes resolvi criar a fototerapia, resgatava a auto-estima com auxílio das fotos. Levei para o setor alguns acessórios como bijus, pente, gel, espelho e revistas e transformei o local num estúdio”, lembra a fotógrafa.


Dois anos depois, os próprios pacientes passaram a cobrar de Kica oportunidades no mercado de trabalho. “Elas iam com o book nas agências e só escutavam não, não e mais não. Comecei uma pesquisa e vi que na Europa a coisa é evoluída, na Alemanha existe o concurso de beleza ‘A mais bela cadeirante’, na Inglaterra e na França tem reality show, estilo BBB, só que só para deficientes. Vendo os resultados na Europa, resolvi largar tudo e me dedicar exclusivamente à agência de modelos para pessoas com alguma deficiência”, conta.


Hoje, a agência conta com 67 modelos, homens e mulheres, na faixa de quatro a 60 anos. Segundo Kica, todos eles são profissionais que atuam em outras áreas, como músicos, psicólogos, atletas, enfermeiras, entre outros. “Já que se fala em inclusão, que se fale de tudo, incluindo a beleza e a sensualidade. Provamos que beleza e deficiência não são palavras opostas e que são consumidores e como tal precisam estar presente nas publicidades”, ressalta a fotógrafa que também é formada em Publicidade.


Para Kica, a fotografia tem importância fundamental no resgate da auto-estima das pessoas com deficiência. “A primeira sensação deles é a realização como pessoa, de ser bem bonita e de estar sendo reconhecida pela beleza e como profissional num mercado tão ditador, que é o da moda. Estamos na contramão dos padrões ditados pela sociedade na década de 60. Ser reconhecida como símbolo de beleza é a recompensa de um trabalho bem feito”, ressalta.

MAIS:
Os contatos de Kica de Castro são:
telefone: (11) 8131-0154
email: kicadecastro@gmail.com

sexta-feira, 12 de março de 2010

Revista Regional faz 7 anos de olho nos avanços da tecnologia







Arte: Murilo Gagliardi


Na ficção, o futuro dos seres humanos e a sua interação com a tecnologia já foram retratados de diversas maneiras. Dos carros voadores que transportavam os personagens do desenho “Os Jetsons”, ao teletransporte, utilizado pelos tripulantes das naves estelares de “Jornada nas Estrelas”; passando pelos robôs autômatos de “Eu, Robô”, sem esquecer-se de mencionar a realidade virtual e a inteligência artificial presentes na trilogia “Matrix”, até chegar aos humanóides de “Avatar”. 


 

É verdade que parte das situações apresentadas ainda não é realidade, mas, por outro lado, a tecnologia está cada vez mais presente em nossas atividades do dia a dia, não raras vezes de forma quase imperceptível; embutida em inúmeros produtos e serviços utilizados por bilhões de pessoas ao redor do planeta e também nos objetos que carregamos em nossos próprios bolsos, tais como o celular, os cartões de crédito e até o nosso próprio dinheiro: apresentada em fevereiro pelo Banco Central, a segunda família de cédulas do Real entrará em circulação gradativamente até 2012.




As novas cédulas atenderão a uma demanda dos deficientes visuais – que, até então, enfrentavam dificuldade em reconhecer os valores das notas – e terão tamanhos diferenciados e marcas táteis em relevo aprimoradas em relação às atuais, para facilitar sua identificação. Dotadas de recursos gráficos mais sofisticados, as notas ganharão um novo design e ficarão mais protegidas. Ainda nesse semestre, serão lançadas as de maior valor, de R$ 50 e R$ 100, que demandam mais segurança contra falsificações.

Nota-se, portanto, que este é um caminho irreversível e, embora o acesso a algumas das várias inovações tenha um custo relativamente alto – o que dificulta a popularização – vem se intensificando as iniciativas em prol da chamada inclusão digital.

Em seu sétimo aniversário,
Revista Regional analisa o impacto da tecnologia na vida das pessoas e antecipa os produtos e serviços que serão a bola da vez nos próximos anos, destacando, especialmente, a tecnologia assistiva.

O conceito de tecnologia assistiva, embora recente, é utilizado para designar todo o arsenal de recursos que contribuem para amenizar as limitações e melhorar a qualidade de vida do portador de deficiência – e também de idosos – ampliando sua acessibilidade e capacidade de comunicação, mobilidade e aprendizagem. Com isso, busca-se um comportamento autônomo e independente.
 
Nessa grande reportagem especial - cuja íntegra pode ser acessada via Rapidshare ou Scribd - também falamos do mercado de automação residencial, além é claro da internet. Por fim, algumas perguntas ficam no ar: "Será que as pessoas estão se tornando reféns da tecnologia?", "até aonde iremos chegar?". Em meio a tantos questionamentos, só há uma certeza: o futuro já começou!

PS: A edição está mais do que especial e traz muitas outras surpresas. Recomendo!


PS 2: ATUALIZAÇÃO -  Um dos meus entrevistados, Murilo Gagliardi, publicou, em sua coluna "Tecnologia em Cena", no portal Itu.com.br, a íntegra das perguntas e respostas que deram origem ao texto final. É só clicar aqui.
 

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